Demissões em volume nas empresas de tecnologia assustam jovens e profissionais qualificados  – Notícias


O tsunami de demissões em volume que atingiu as grandes empresas de tecnologia, as big techs, veio colocar a questão da empregabilidade em um novo patamar. Para os mais jovens, principalmente, é preocupante perceber que não basta estar no topo da qualificação para se sentir seguro.


O fenômeno é muito mais sensível em países desenvolvidos, onde as gigantes do setor têm sido impiedosas nos cortes, da ordem de até 10% dos cargos. Mas o Brasil não poderia permanecer de fora dessa tendência que corta até mesmo as melhores cabeças, gente que já nasceu na vida do dedo e pôde se preparar até instintivamente para perceber as melhores posições.


Depois da Microsoft, Google, Meta, Twitter e outras, chegou a vez de nomes tradicionais do mercado B2B (empresas que negociam diretamente com outras empresas) realizarem as suas demissões – no caso, a IBM e da alemã SAP. Até mesmo a Uber sinalizou que vai entrar nessa vaga de cortes.


A geração do Milênio e a geração Z, nascidas entre 1981 e 2002, pareciam nascidas para prosperar profissionalmente de forma quase inercial diante da inaptidão dos mais velhos e analógicos. Não era assim, e a crise que varreu o mundo tecnológico entre 2001 e 2005 (que eliminou um quarto dos bons empregos da superfície) fez com os hoje adultos da primeira geração colocassem suas portanto barbas recém-nascidas de molho.


O que realmente assusta nesse quadro (que pode ser reversível, evidente) é que se trata de gente altamente qualificada indo para a fileira do seguro-desemprego (quando há, pois, a tendência é, cada vez mais, a contratação de indivíduos por meio de pessoas jurídicas). Não está fácil para ninguém.

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